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08/11/2016

Escola de princesas?

Uma escola específica tem causado polêmica e revolta: ela se chama “Escola de Princesas”. Foi fundada no ano 2013 em Uberlândia (MG) pela psicopedagoga Nathalia de Mesquita e logo se espalhou com franquias em Uberaba, São Paulo e Belo Horizonte. O curso tem três meses de duração e ensina meninas de quatro a quinze anos de idade os valores de uma princesa, como arrumar o cabelo, se maquiar e organizar a casa, além das regras de etiqueta e culinária.

O slogan da escola é “Todo sonho de menina é tornar-se uma princesa”. O que não é errado, pois não há problema em sonhar ser princesa, entretanto, não há apenas essa possibilidade de vida. Essas meninas precisam saber que são capazes de muito mais, principalmente em um mundo onde o estereótipo feminino é reforçado e a fetichização da mulher é o carro chefe do capitalismo. Essa “escola” tem causado muita preocupação entre psicólogos, educadores, psicanalistas e grupos que defendem o empoderamento feminino.

Estamos na época de debates e incentivos para acabar com a esmagadora desigualdade de gêneros. A Escola de Princesas reforça exatamente essa desigualdade de “coisas de menina” e “coisas de menino”, rosa e azul, delicadeza e força, boneca e carrinho. Um cenário onde nunca se pode gostar de ambos, reforçando o que reforça essa distinção. A verdade é que elas e eles são livres para serem quem quiserem e como quiserem. As mulheres lutam há muito tempo por seus direitos, e agora mais do que nunca contra a ideia de que devem ser belas, recatadas e do lar.

E você, o que acha disso?


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