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11/10/2016

Um ano de zika vírus: como está a epidemia?

Um ano se passou desde que o temor pela epidemia de zika vírus se alastrou pelo Brasil e pelo mundo. A boa notícia é que a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que a epidemia de zika está claramente em regressão no Brasil. A entidade acredita, no entanto, que o número de casos de pessoas afetadas pelo vírus pode aumentar mundialmente nos próximos meses.

 

A queda nos registros no Brasil está provavelmente relacionada com o fim do verão, de acordo com a France Presse. “A epidemia está em uma fase descendente no Brasil”, afirmou Marie-Paule Kieny, subdiretora-geral da OMS, em coletiva de imprensa em Paris. “O mesmo acontece na Colômbia e Cabo Verde”, acrescentou.

 

No momento é impossível saber se haverá uma reativação do vírus no futuro e uma propagação para outras zonas ainda não infectadas. No Brasil, foram registrados 1,5 milhão de casos de zika e o vírus se estendeu a muitos países da América Latina.

 

Com o início da temporada dos mosquitos na Europa, “a possibilidade de uma transmissão local combinada com prováveis transmissões por via sexual poderia provocar um aumento significativo do número de pessoas afetadas pelo zika e das complicações que isto representa”, afirmou Marie-Paule. Apesar disso, os cientistas não esperam uma pandemia na Europa este ano.

 

Regressão do vírus

 

Um estudo publicado recentemente na revista Science conclui que a epidemia do vírus da zika pode ter atingido seu pico e pode acabar por si só dentro de dois a três anos na América Latina. Os cientistas do Imperial College de Londres, no Reino Unido, defendem que a epidemia não pode ser controlada com as medidas existentes. A equipe de pesquisadores prevê que a próxima grande epidemia deve surgir só daqui a 10 anos, embora possam ocorrer surtos pequenos ao longo do tempo.

 

Enquanto o potencial fim da epidemia é, sem dúvida, positivo, ele também levanta questões para o desenvolvimento de vacinas. Se as projeções do cientistas estiverem corretas, os casos terão caído substancialmente até o final do próximo ano. Isso significa que, pelo tempo em que teremos vacinas prontas a serem testadas, poderão não haver casos suficientes de zika na comunidade para testar se elas funcionam.


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